Ministro de Chávez diz que EUA invadiram Iraque por petróleo

Por Tom Doggett e Ayesha Rascoe WASHINGTON (Reuters) - O ministro venezuelano do Petróleo, Rafael Ramírez, disse na sexta-feira que os Estados Unidos caem em contradição ao defenderem a maior segurança dos recursos energéticos, depois de promoverem uma agressão por petróleo contra o Iraque.

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"Como podem países consumidores grandes e industrializados fingirem (que querem) estabilidade, se estão provocando a desestabilização nas nações produtoras", disse Ramírez a jornalistas em meio a uma conferência sobre energia e mudança climática em Washington.

Ramírez defendeu que os países da Opep mantenham a produção num nível que leve o barril de petróleo a se situar entre 80 e 100 dólares. "Essa deveria ser a banda", afirmou.

Segundo ele, os ministros do cartel petroleiro estão discutindo como manter os preços estáveis, mesmo que a banda sugerida por ele indique preços superiores aos 85 dólares pelos quais o petróleo foi negociado nas últimas semanas.

Tanto a Venezuela quanto o Iraque são membros da Opep.

Ramírez faz sua primeira visita a Washington em seis anos, refletindo uma relativa melhora nas relações bilaterais após o fim do governo de George W. Bush nos EUA.

Ele disse que pretende retomar comunicações entre os dois países a respeito de questões energéticas, mas pareceu recuar de declarações que fez na quinta-feira, quando disse que empresas dos EUA deveriam investir no desenvolvimento das vastas reservas petrolíferas venezuelanas.

"Não viemos aqui procurar investidores, viemos aqui falar com os governos", disse ele.

O secretário de Energia dos EUA, Steven Chu, encontrou Ramírez ao final da conferência. Os dois países decidiram retomar nos próximos meses o diálogo sobre questões técnicas de energia.

"Embora os EUA e a Venezuela certamente não concordem em todas as questões, o secretário Chu e o governo (dos EUA) acreditam que o diálogo sobre questões de energia e clima seja importante para os nossos dois países", disse nota do Departamento de Energia.

A reunião contou também com a presença de funcionários do Departamento de Estado. "Este é um passo à frente (na melhora das relações)", disse Chu a jornalistas. "Acho que vamos fazer um bom progresso."

(Reportagem de Tom Doggett)

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