Ministro das Finanças japonês anuncia renúncia

Tóquio, 6 jan (EFE).- O primeiro-ministro do Japão, Yukio Hatoyama, aceitou hoje a renúncia do ministro das Finanças do país, Hirohisa Fujii, de 77 anos, por motivos de saúde, quando este estava há menos de quatro meses no cargo, informou a agência de notícias local Kyodo.

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Fujii, que está internado no hospital desde a semana passada por exaustão e que ontem já tinha avisado que queria deixar o cargo, será substituído pelo atual vice-primeiro-ministro japonês, Naoto Kan.

Diante da recomendação dos médicos do ministro, o chefe do Governo japonês decidiu finalmente aceitar a renuncia de Fujii, um homem de sua confiança e um dos políticos mais experientes de seu Executivo.

A renúncia do veterano ministro foi qualificada de "inevitável" por Hatoyama, que aceitou que Kan acumule dois cargos em seu Governo.

Esta é a primeira renuncia no atual Governo do Partido Democrático (PD) desde que assumiu o mandato, em 16 de setembro, após mais de meio século de gestão do agora opositor Partido Liberal-Democrata (PLD).

Hirohisa Fujii era um dos poucos ministros japoneses que já tinha trabalhado no Governo anteriormente.

Em seus poucos quatro meses no cargo, procurou trabalhar pela recuperação da segunda economia do mundo, que recentemente saiu da recessão, e apresentou dois projetos orçamentários milionários pendentes de aprovação.

Yukio Hatoyama tentou evitar o afastamento do ministro das Finanças até o último momento, diante da discussão orçamentária no Parlamento, que ocorrerá em breve, e da complicada situação econômica no Japão.

O primeiro-ministro insiste há meses que a prioridade é evitar a volta da recessão à economia japonesa, que teve queda durante um ano, e por isso pede a aprovação de dois Orçamentos correspondentes ao ano fiscal de 2010 e outro adicional do ano em curso, que termina em março.

Em dezembro do ano passado, o Governo japonês aprovou um Orçamento recorde para o ano fiscal de 2010 no valor de 92,3 trilhões de ienes (cerca de 700 bilhões de euros), o maior da história do Japão, acima dos 88,5 trilhões de ienes (cerca de 672 milhões de euros) estabelecidos para este ano. EFE psh/sa-an

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