Ministro da Rússia afirma que país respeita soberania da Geórgia

LONDRES (Reuters) - As insinuações de que a incursão russa na Ossétia do Sul tenha sido uma tentativa de dominar a Geórgia e derrubar seu governo não fazem sentido, afirmou o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, na quarta-feira. Escrevendo para o jornal britânico Financial Times, Lavrov disse que a ação militar de seu país foi uma resposta proporcional a um ataque espontâneo contra cidadãos.

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Moscou 'não teve a intenção de anexar ou ocupar nenhuma parte da Geórgia e reafirma seu respeito pela soberania do país', escreveu o ministro.

A Geórgia e a Rússia concordaram com um plano de paz para a Ossétia do Sul, proposto pela União Européia, acordo que Lavrov prometeu cumprir.

'Nos próximos dias, sob a condição de que a Geórgia pare suas atividades militares e mantenha suas forças fora da região, a Rússia vai continuar a seguir os passos diplomáticos necessários para consolidar a suspensão temporária das hostilidades', escreveu Lavrov.

Ele também criticou a 'interpretação no estilo Davi e Golias' do conflito, segundo a qual 'a brava república da Geórgia, com seus poucos milhões de cidadãos, foi atacada pelo gigantesco vizinho oriental'.

'Deixem-me ser absolutamente claro', escreveu. 'Não é a Rússia que está fazendo este conflito. Não é um conflito que a Rússia escolheu. Não há vencedores neste conflito.'

Ele dise que, horas antes do conflito começar, na sexta-feira, Moscou tentava obter um comunicado do Conselho de Segurança da ONU que pedisse à Geórgia e à Ossétia do Sul que abandonassem o uso da força, mas os países ocidentais vetaram a medida.

Os ministros das relações Exteriores da União Européia se encontram na quarta-feira para discutir ações simbólicas contra a Rússia, para mostrar sua desaprovação do uso da força contra a Geórgia.

Alguns países da UE pediram forças de paz ou monitores russos nas duas regiões separatistas da Geórgia, Ossétia do Sul e Abkhásia.

Lavrov reafirmou a posição da Rússia como membro do Conselho de Segurança e do G8, que congrega as oito nações mais industrializadas do mundo, e disse que trabalhará para garantir uma solução pacífica e duradoura para a região, 'mantendo suas responsabilidades como potência mundial'.

(Reportagem de Kate Kelland)

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