Ministro da presidência diz que Bolívia está perto de um golpe de Estado

A campanha eleitoral pelo referendo revogatório dos mandatos do presidente Evo Morales e de oito governadores regionais na Bolívia terminou nesta quinta-feira em um clima de tensão, que impediu o chefe de Estado de se deslocar a quatro províncias do país.

AFP |

Dramatizando a situação, o ministro da presidência, Juan Ramon Quintana, afirmou nesta quinta-feira que "a Bolívia está muito perto de um verdadeiro golpe de Estado contra a ordem constitucional".

Para tentar retirar o país andino da crise política, o presidente Morales convocou para domingo um referendo revogatório de seu mandato, além dos mandatos do vice-presidente e de oito governadores, em maioria opositores liberais e conservadores.

Morales, que encerrou na tarde desta quinta-feira a campanha em seu feudo eleitoral de El Alto, perto de La Paz, não pôde se deslocar na terça e na quarta-feira a quatro regiões do país devido a protestos opositores.

Na quarta-feira, o presidente não pôde viajar a Santa Cruz (leste), a poderosa região administrada por seu principal opositor, o governador Ruben Costas, nem a Trinidad, a capital de Beni (norte).

Na véspera, Morales teve que desistir de presidir as cerimônias para o aniversário da independência em Sucre por causa de manifestantes que pediam que a cidade voltasse a ser a capital da Bolívia, um estatuto que perdeu para La Paz no século XIX.

Os governadores Ruben Costas e Ernesto Suarez (Beni) observam uma greve da fome desde segunda-feira passada. Já o de Cochabamba, Manfred Reyes, rejeita por antecipação os resultados do referendo.

A campanha eleitoral também vem sendo marcada por uma série de conflitos sociais. Confrontos entre mineiros e policiais deixaram dois mortos e cerca de 30 feridos.

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