Ministro da Justiça espanhol renuncia

Madri, 23 fev (EFE).- O ministro da Justiça espanhol, Mariano Fernández Bermejo, anunciou hoje sua renúncia pela polêmica causada por participar de uma caçada com o juiz Baltasar Garzón, da Audiência Nacional (Suprema Corte).

EFE |

Bermejo recebeu duras críticas da oposição e também de membros destacados do Partido Socialista (PSOE), do Governo, pelo incidente com o magistrado, à frente de um caso de suposta corrupção que afeta membros do Partido Popular (PP), o principal da oposição.

Além disso, semana passada ele teve de enfrentar a primeira greve de juízes na história da Espanha.

Bermejo comunicou sua renúncia esta manhã ao presidente do Governo, José Luis Rodríguez Zapatero, no palácio do Governo.

Ele também explicou que renuncia ao não poder tolerar a "utilização" que está sendo feita de seu encontro com Garzón, e que o melhor que pode fazer pelo projeto do Governo é deixar o posto. A saída ocorre a apenas seis dias da realização das eleições regionais na Galícia e no País Basco, cujas pesquisas mostram equilíbrio entre os principais partidos.

O agora ex-ministro participou de uma caçada na província de Jaén, no sul da Espanha, sem a licença devida. A atitude foi reprovada durante o fim de semana por Mariano Rajoy, líder do PP, que exigiu sua renúncia durante campanha eleitoral na Galícia.

Em declarações à rádio "Onda Cero", o presidente do Congresso dos Deputados, José Bono, disse que o episódio da caçada não agradou nada à imensa maioria do PSOE.

Bermejo, de 61 anos, estava no cargo desde 7 de fevereiro de 2007, substituindo Juan Fernando López Aguilar. EFE nac/dp

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