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Ministro da Justiça dirigirá defesa por crimes de guerra

O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, confiou ao ministro da Justicia a tarefa de defender o Estado de eventuais denúncias de crimes de guerra relacionados à recente ofensiva militar na Faixa de Gaza.

AFP |

O ministro Daniel Friedman foi designado para dirigir uma equipe interministerial que coordenará a defesa jurídica de autoridades civis e militares contra eventuais demandas judiciais, em particular em tribunais internacionais.

A censura militar já tomou a dianteira ao proibir a divulgação da identidade dos comandantes de unidades que participaram na devastadora ofensiva na Faixa de Gaza, controlada pelo grupo radical islâmico Hamas, por temer que os mesmos sejam acusados de crimes de guerra.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu na terça-feira ações judiciais contra os responsáveis pelos bombardeios israelenses, "totalmente inaceitáveis" nas palavras dele, que atingiram instalações das Nações Unidas no território palestino.

Mais de 1.300 palestinos - metade deles civis - morreram nos 22 dias de ofensiva israelense na Faixa de Gaza.

Oito organizações israelenses de defesa dos direitos humanos também pediram ao procurador-geral do Estado a abertura de uma investigação sobre a ação do Exército em Gaza.

Israel afirma que o Exército tentou evitar que a população civil ficasse exposta, em condições de combate muito difíceis em zona urbana, e acusou o Hamas e outros grupos armados palestinos de operar deliberadamente em áreas habitadas.

ms/fp

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