Ministro da Economia equatoriano renuncia

Quito, 8 jul (EFE).- O ministro da Economia equatoriano, Fausto Ortiz, renunciou ao cargo em meio à intervenção do Estado em 195 empresas ligadas ao Grupo Isaias, entre elas meios de comunicação, confirmou hoje à Agência Efe uma fonte da Presidência.

EFE |

A fonte se limitou a afirmar que "a renúncia do ministro está confirmada" e que sua sucessora será Wilma Salgado, representante do país no Parlamento Andino, mas não entrou em detalhes sobre as razões da saída, que segundo ela, serão reveladas pelo próprio Ortiz.

Ortiz estava no Ministério da Economia desde julho de 2007 e deixa o cargo após participar na noite de segunda-feira da reunião presidida pelo chefe de Estado, Rafael Correa, na qual foi decidida a apreensão das 195 empresas.

A fonte da Presidência confirmou ainda que a atual parlamentar andina Wilma Salgado, ex-gerente da Agência de Garantia de Depósitos (AGD), substituirá Ortiz no cargo, o qual assumirá hoje mesmo no palácio de Carondelet, sede do Executivo.

Segundo o jornalista José Toledo, a renúncia aconteceu por divergências na reunião da noite de segunda-feira, que contou com a presença de Correa, e na qual foi analisada a apreensão dos bens do chamado Grupo Isaias, vinculados ao caso Filanbanco.

De acordo com Toledo, o até então ministro da Economia deixou a reunião por não estar de acordo com o assunto.

"O ministro da Economia não estava de acordo com algo que não compreendo muito bem tecnicamente, mas a discussão era sobre a legalidade dos artigos (para a apreensão). Depois foi esclarecido que era totalmente legal", disse Toledo.

Dezenas de policiais mantêm bloqueadas desde a madrugada de hoje as entradas de pelo menos dois canais de televisão em Quito e Guayaquil: "TC-Televisión" e "Gamavisión", enquanto as forças da ordem também começaram a ocupar instalações de outras empresas vinculadas ao "Grupo Isaias".

A AGD é a entidade encarregada de recuperar o dinheiro destinado pelo Estado para sanear cerca de 20 bancos que sofreram intervenção após a crise financeira pela qual o país passou entre 1998 e 1999, considerada a pior de sua história.

Essa agência está sendo julgada pelo suposto desvio de dinheiro do Estado entregue ao banco Filanbanco, cujos proprietários eram os irmãos Roberto e William Isaias, cuja extradição dos Estados Unidos foi solicitada pelo Equador. EFE sm/ev/rr

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