Ministro da Defesa equatoriano reafirma que Governo colombiano está mentindo

Bogotá, 14 abr (EFE).- O ministro da Defesa do Equador, Javier Ponce, negou que seu Governo seja permissivo com a guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), e que as afirmações colombianas, demonstram que Bogotá está mentindo.

EFE |

"O verbo 'soube' significa saber, e se soube, nós gostaríamos de saber como soube, o que soube e de onde tirou essa versão, mas acontece que a resposta do Governo de (Álvaro) Uribe é que a simples presença de 'Raúl Reyes' no Equador já demonstra isso (a relação do governo equatoriano com a guerrilha)", disse hoje Ponce.

"Acho que existe uma grande diferença entre saber e supor", enfatizou o titular da pasta da Defesa equatoriana em declarações a emissoras colombianas de seu país.

Um comunicado emitido pela Secretaria de Informação e Imprensa da Presidência colombiana, assinalou no domingo que o Governo "soube que as Forças Armadas do Equador foram desautorizadas pelo presidente Rafael Correa quando planejavam operações contra as Farc em território equatoriano".

Mais tarde, em um segundo comunicado, o Executivo colombiano indicou ao do Equador, que a "presença notória" do número dois das Farc, 'Raúl Reyes', é a prova que militares desse país foram desautorizados a combater os rebeldes.

No segundo texto de imprensa da Presidência da República da noite do domingo explica-se "que a grande prova foi a presença notória de 'Raúl Reyes' no Equador, que atentava de lá contra o povo colombiano".

Ponce, no entanto, afirmou hoje que as Forças Militares equatorianas avançaram na luta contra as Farc, e revelou que nas últimas semanas foram destruídos mais de 40 acampamentos desse grupo armado ilegal em território do país vizinho.

Advertiu, além disso, que não há provas claras da presença permanente de "Reyes" (Luis Édgar Devia), em território equatoriano.

"Os relatórios jornalísticos e da Casa de Nariño (sede do Executivo em Bogotá), não são suficientes, o que houve por meio da Comissão Binacional de Fronteira é uma cooperação permanente contra a delinqüência", sustentou o ministro da Defesa do Equador.

O ministro acrescentou ainda que Bogotá "teve um mês e meio para dar as supostas provas da vinculação do Governo equatoriano com as Farc, e o que entregou foram umas folhas soltas de um computador, antes que a Interpol (Polícia internacional) e os Governos amigos tivessem uma informação científica da origem dessa informação".

Para o ministro equatoriano, "o que se demonstrou e se continua demonstrando é que aquela informação é uma falácia, e que a resposta dada pelo Governo colombiano ao ultimato equatoriano não é uma resposta satisfatória". EFE rrm/fb

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