O ministro israelense da Defesa, Ehud Barak, considerou neste domingo que a situação no Líbano é grave após os confrontos entre os partidários do governo e os da oposição liderada pelo movimento xiita Hezbollah, velho inimigo do Estado hebreu.

"A tomada de controle pelo Hezbollah" do oeste de Beirute "representa um acontecimento grave", disse Barak na reunião semanal do gabinete israelense, afirmou a emissora pública de rádio.

Pouco antes, o vice-ministro da Defesa, Matan Vilnai, havia expressado o temor de Israel de que o Irã tome o controle do Líbano e da Faixa de Gaza por meio dos movimentos radicais de ambos os territórios, Hezbollah e Hamas, respectivamente.

"A possibilidade mais perigosa para nós seria ver o Irã tomar o controle da Faixa de Gaza e do Líbano (...) por meio de movimentos manipulados por Teerã", disse Vilnai à rádio pública.

Militantes do governo libanês e da oposição travaram neste domingo violentos combates em várias zonas de maioria drusa no sudeste de Beirute, informaram vários testemunhas.

Estes novos episódios de violência foram registrados apesar de um retorno à calma na maior parte de Beirute, agitada nos últimos dias por duros confrontos entre os partidários da maioria parlamentar anti-síria, sunitas em sua maioria, e os militantes da oposição liderada pelo movimento xiita Hezbollah, que conta com o apoio de Damasco e Teerã.

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