Ministro da Defesa da Suíça renuncia após críticas de conservadores

Genebra, 12 nov (EFE).- O ministro da Defesa e um dos sete membros do Governo colegiado da Suíça, Samuel Schmid, anunciou hoje sua renúncia após meses de críticas dos setores políticos mais conservadores e de ter sofrido recentemente problemas de saúde.

EFE |

Schmid entrou no Governo federal em representação do partido de direita União Democrática de Centro (UDC), que tem a maior base eleitoral do país, mas renunciou a ele há alguns meses após ser o alvo de ataques da ala mais radical desta legenda por sua atitude moderada.

Desde então permanece sem filiação partidária.

A Suíça é governada por um Governo colegiado composto por sete membros que representam quatro partidos políticos e que ocupam a presidência rotativa do país, que muda a cada ano.

O Partido Socialista (PS), o Partido Democrata-Cristão (PDC), o Partido Radical (PRD) e o UDC ocuparam os sete postos do Governo nos últimos 50 anos, em um sistema político caracterizado por uma grande estabilidade.

Isto explica que, com exceções, os integrantes do Governo federal costumem ser ratificados em seus cargos pelo Parlamento ao final de cada mandato e em geral se aposentem por problemas de saúde ou perto da idade de aposentadoria.

Schmid antecipou que deixará seus cargos no dia 31 de dezembro, após oito anos no Governo.

Até o ano passado, o segundo representante da UDC no Governo federal era o líder deste partido, Christoph Blocher, mas este não conseguiu a habitual renovação do mandato porque seus quatro anos de gestão estiveram cheios de polêmica por suas posições ultranacionalistas.

Blocher foi substituído por Eveline Widmer-Schlumpf, também do UDC e atual ministra do Interior, mas de tendência menos radical.

EFE is/fal

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