Bogotá, 9 jun (EFE).- O ministro da Defesa da Colômbia, Juan Manuel Santos, comemorou hoje o pedido feito pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez, para que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) libertem incondicionalmente os seqüestrados, e disse que espera que seu anúncio se traduza em fatos.

Santos se referiu ao pedido que Chávez fez neste domingo às Farc para libertarem os reféns "em troca de nada" e à afirmação que a tática de guerrilha não tem lugar no mundo atual.

"Tomara essa atitude (de Chávez) se traduza em fatos. Seria uma notícia muito boa", declarou Santos a várias emissoras colombianas.

As Farc têm em seu poder 40 políticos, soldados, policiais e americanos que desejam trocar por 500 rebeldes presos na Colômbia, mas para isso exigem a desmilitarização temporária dos municípios de Florida e Pradera, condição que o Governo colombiano não aceita.

O presidente da Venezuela intermediou para que as Farc libertassem unilateralmente em janeiro e fevereiro seis políticos que mantinham cativos.

O ministro também disse acreditar no apoio da população.

"Acredito que os vizinhos nos ajudarão a combater os grupos terroristas, e isso será uma afirmação magnífica se for traduzida em fatos e uma grande notícia porque isso indica que o fim das Farc está próximo", disse.

Santos acrescentou que "a forma como Chávez falou não o ajuda internacionalmente com as Farc".

O ministro destacou a operação da semana passada, que resultou na prisão do rebelde conhecido como "Abraham", integrante da segurança de Jorge Briceño, também chamado de "El Mono Jojoy", um dos membros da cúpula das Farc.

"'Abraham' nos contou que 'El Mono Jojoy' está muito mal e que há mais ou menos 15 integrantes em seu círculo e (...) que chegamos muito perto dele, continuaremos a persegui-lo", disse.

Colômbia e Venezuela compartilham uma conflituosa fronteira de 2.219 quilômetros, e seus Governos tiveram problemas diplomáticos nos últimos anos, já que Bogotá acusa Caracas de ser tolerante com a guerrilha.

Enquanto isso, a Venezuela acusa a Colômbia de não combater as guerrilhas, paramilitares e narcotraficantes para impedir que o conflito se dirija em direção ao território venezuelano. EFE gta/wr/plc

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