Ministro da Defesa colombiano diz que passeatas são golpe às Farc

Leticia (Colômbia), 20 jul (EFE).- As mobilizações de hoje contra o seqüestro e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) são um golpe tão grande para a guerrilha quanto foi o resgate dos 15 reféns pelo Exército colombiano, disse o ministro da Defesa do país, Juan Manuel Santos.

EFE |

Santos destacou a importância da visita do presidente colombiano, Álvaro Uribe, e de seus colegas brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, e peruano, Alan García, à cidade de Leticia no Dia da Independência colombiana.

"A Colômbia está gritando: 'Queremos vê-los livres, ter paz', e isso é um golpe tão grande quanto o golpe que demos semanas atrás nas Farc, isso hoje (é um golpe) político do povo rejeitando as Farc e isso é muito importante", declarou.

Santos destacou o compromisso do Peru para impedir que os grupos armados ilegais atuem na fronteira e lembrou um acordo similar pactuado com Lula neste sábado.

"Este é o tipo de vizinhança que nos convém. Ontem (sábado), tivemos uma reunião muito importante com o presidente do Brasil e com as autoridades brasileiras, na medida em que todos colaborarão para erradicar o terrorismo da face da terra, pois seremos mais bem-sucedidos", acrescentou.

Além disso, o ministro lembrou que o convênio que será assinado hoje em Leticia por Uribe, Lula e García será para controlar os rios fronteiriços e evitar, assim, que os traficantes de drogas e as guerrilhas os utilizem para transportar armas e drogas.

"Um convênio entre os três países para o controle dos rios de forma tripartite; isso é muito importante porque os rios da selva amazônica são as estradas utilizadas para a delinqüência e o terrorismo; na medida em que os três países colaborarão conjuntamente para controlá-los, seremos mais eficazes", disse.

Os colombianos realizam hoje em mais de mil cidades do país as passeatas em favor da libertação de todos os reféns das Farc, convocadas depois do recente resgate militar de Ingrid Betancourt, três americanos e 11 policiais e militares reféns das Farc. EFE fer/wr/db

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