Ministro colombiano diz que operação para soltar reféns foi acelerada

Navacerrada (Espanha), 5 jul (EFE).- O ministro da Defesa colombiano, Juan Manuel Santos, disse hoje que a operação Xeque, que permitiu a libertação de Ingrid Betancourt e de mais 14 reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), foi acelerada por medo de que houvesse vazamento de informações.

EFE |

O ministro disse que, a princípio, estava previsto que a operação ocorresse em um prazo de dez dias, mas foi antecipada.

"Aceleramos ao máximo, porque o risco do vazamento de qualquer coisa era muito grande", disse, ressaltando que "o risco para os seqüestrados era mínimo".

O ministro colombiano fez estas afirmações durante um discurso hoje no campus de verão da fundação Faes, dirigida pelo ex-presidente do Governo espanhol José María Aznar, na localidade espanhola de Navacerrada.

Santos disse que, na realidade, não foi uma operação militar, mas de inteligência, e deu como exemplo que, caso fossem detectados antes de chegar à zona, o mais provável era que a guerrilha escapasse com os seqüestrados.

Se fossem descobertos ao chegar, os que corriam então mais risco era a tripulação do helicóptero e os agentes infiltrados.

Todos eles foram advertidos do risco e nenhum mostrou "hesitação", acrescentou o ministro, que insistiu em que "nunca houve risco alto para os seqüestrados".

O ministro colombiano reiterou que a operação Xeque foi "100% colombiana" e que "é um golpe que acho que as Farc ainda não conseguiram assimilar".

A ex-candidata presidencial colombiana Ingrid Betancourt, de 46 anos, e mais 14 pessoas foram libertadas na quarta-feira passada na operação realizada pelo Exército colombiano. EFE pi/an

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