Ministro colombiano acusa Farc de extorquir Carrefour

Bogotá, 21 ago (EFE).- O ministro da Defesa colombiano, Juan Manuel Santos, acusou hoje as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) de extorquir a firma francesa Carrefour, como parte de um plano para transferir o conflito armado para o meio urbano, fato negado por um porta-voz do grupo de supermercados.

EFE |

Segundo Santos, há informação da inteligência colombiana que indica que as Farc tiveram responsabilidade nos atentados contra duas filiais do Carrefour em Bogotá, no sábado passado.

"As Farc estão querendo, de forma desesperada, tentar conseguir recursos e fazer presença. A pressão nas zonas rurais faz com que pensem que podem transferir para as cidades", disse o ministro da Defesa colombiano.

Santos anunciou que vai convocar uma reunião com os presidentes dos grandes centros comerciais, porque, segundo dele "há um problema de extorsão" sério.

No sábado passado, duas bombas explodiram em lojas Carrefour de Bogotá, sem deixar vítimas.

Mario Acevedo, porta-voz da cadeia francesa, disse hoje em resposta às afirmações de Santos que as duas bombas do fim de semana passado "não foram precedidas" por algum tipo de extorsão ou ameaça.

O presidente colombiano, Álvaro Uribe, ofereceu esta semana uma recompensa de US$ 2.600 a US$ 11 mil para quem dar informações que conduzam à detenção dos autores desses atentados.

Santos disse também que as Farc tentam cometer atos de terrorismo não só em Bogotá, mas em outras cidades.

Segundo Santos, nas últimas semanas, as autoridades conseguiram se apoderar de uma grande quantidade de explosivos que milícias urbanas da guerrilha tentaram fazer entrar na cidade.

Há poucas semanas o prefeito de Bogotá, Samuel Moreno, disse que as Farc promovem atentados na cidade a fim de desestabilizá-la. EFE rrm/ab/rr

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