Ministro canadense diz que capturou navio para proteger ambientalistas

Toronto (Canadá), 12 abr (EFE).- Loyola Hearn, ministro de Pesca e Oceanos canadense, defendeu neste sábado a captura do navio Farley Mowat, do grupo ambientalista Sea Shepherd, e afirmou que as autoridades atuaram antes que alguém acabasse morto.

EFE |

O Ministério de Pesca e Oceanos canadense e a Sea Shepherd confirmaram que o navio foi capturado pelo serviço de Guarda Costeira canadense. O capitão e primeiro oficial da embarcação foram detidos.

Hearn justificou a ação ao afirmar, primeiro, que alguns caçadores de focas tinham denunciado que o Farley Mowat tinha se aproximado demais deles e que "sentiram que estavam em perigo".

Porém, em seguida, insinuou que os ativistas eram as pessoas que poderiam sair feridas.

"Os caçadores estão muito zangados pela forma como (os ativistas) se comportam. Se eles fossem em outra área, onde a caça se realiza com rifles de alta potência, e os ânimos se exaltam, seria uma situação bastante perigosa. Agimos antes que algo grave acontecesse", afirmou Hearn.

O Farley Mowat se encontrava nas águas do Golfo de São Lourenço para protestar contra a caça de focas que se iniciou no dia 28 de março e para verificar se os caçadores estavam seguindo a lei.

No entanto, Hearn, que considera os ativistas "um grupo de manipuladores loucos por dinheiro", negou que tivesse ordenado a captura do Farley Mowat para melhorar sua imagem e a do Partido Conservador.

"Isto não tem a ver com política. Era algo que devia ser feito", disse Hearn durante uma entrevista coletiva convocada após o anúncio da captura do navio.

A Sea Shepherd denunciou que a apreensão do navio através do uso de armas aconteceu em águas internacionais, e que a embarcação navegava sob bandeira holandesa, por isso as autoridades canadenses violaram as leis marítimas.

Hearn negou à Agência Efe que a captura se tivesse ocorido em águas internacionais.

"O navio foi capturado em águas canadenses, no Golfo (de San Lorenzo)", afirmou Hearn.

O ministro acrescentou que se o Farley Mowat estivesse navegando em águas internacionais, as leis canadenses permitiriam a captura da mesma forma.

Hearn negou que o incidente possa prejudicar a imagem do Canadá.

"Não sei qual é o problema. É um grupo conhecido no mundo todo por causar problemas", ressaltou o ministro. EFE jcr/plc

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