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Ministro britânico recusa qualificar de livres e limpas as eleições afegãs

Londres, 11 set (EFE).- O ministro britânico de Assuntos Exteriores, David Miliband, recusou hoje qualificar de livres e limpas as eleições presidenciais realizadas em agosto no Afeganistão e ressaltou que é vital que haja um resultado crível.

EFE |

"Nunca usamos a frase 'eleições livres e limpas' porque isso não é realmente apropriado", afirmou Miliband a "BBC".

Com a apuração provisória quase finalizada, o presidente afegão, Hamid Karzai, superou a maioria absoluta necessária para proclamar-se vencedor no pleito, mas um órgão eleitoral ordenou uma nova apuração parcial por fraudes e irregularidades.

No entanto, Miliband evitou reconhecer qualquer candidato como ganhador e fez insistência em que o novo Governo deveria ser "uma expressão crível e legítima da vontade do povo afegão".

"Nós não seremos parte de encobrimento algum neste pleito. É vital que saia um resultado crível destas eleições", insistiu o chefe da diplomacia britânica.

"Seja qual for o resultado, está claro que a opinião no Afeganistão está dividida. Milhões de pessoas votaram ao presidente Karzai, mas milhões também votaram a Abdullah (Abdullah, principal rival de Karzai)", admitiu o titular de Exteriores.

Miliband fez esses comentários um dia depois que a Comissão de Queixas (ECC), organismo encarregado de investigar as denúncias de fraude nas eleições afegãs, anulasse os votos de dezenas de colégios eleitorais em três províncias do sul e leste do país, onde Hamid Karzai tem amplo apoio.

Além disso, Abdullah Abdullah questionou a imparcialidade da Comissão Eleitoral (IEC) desse país ao acusar a esse organismo de apoiar ao presidente afegão, em entrevista divulgada nesta quinta-feira pela "BBC".

A Comissão Eleitoral anunciou há três dias que Karzai conseguiu 54,1% dos votos apurados até agora, que correspondem a 91,6% dos centros de voto.

Com 2.959.093 votos dos 5.469.289 que a Comissão deu como válidos até o momento, Karzai ultrapassou os 50% necessários para evitar um segundo turno, seguido de longe por Abdullah Abdullah, com 1.546.490 votos (28,3%).

No entanto, a Comissão de Queixas (ECC) pediu à IEC uma nova apuração em todos os colégios sob suspeita de irregularidades. EFE pa/fk

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