Ministro boliviano nega envolvimento em caso de contrabando para o Brasil

La Paz, 22 dez (EFE).- O ministro da Presidência da Bolívia, Juan Ramón Quintana, negou hoje envolvimento em um caso de corrupção por contrabando em direção ao Brasil no departamento (estado) de Pando (norte), depois de ter sido acusado por um ex-diretor da Alfândega.

EFE |

"Jamais poderia o ministro da Presidência comprometer-se com um ato ilegal", enfatizou Quintana durante depoimento a uma comissão parlamentar que investiga casos de contrabando na região de Pando, fronteiriça com o Brasil.

Quintana denunciou ser vítima de um "linchamento midiático" e assegurou que "o Governo do presidente Evo Morales traçou como política de Estado uma luta ferrenha contra as atividades ilegais".

O ministro compareceu ao Congresso após ter sido acusado pelo general reformado César López, ex-presidente da Alfândega, de ter negociado com contrabandistas entre julho e agosto deste ano a passagem de 33 caminhões carregados com mercadorias.

Os caminhões foram interceptados por um comando conjunto das Forças Armadas e da Polícia quando se dirigiam da Zona Franca de Cobija, capital de Pando, à cidade boliviana de Montevideo, também fronteiriça com o Brasil, sem ter pago impostos.

Posteriormente, os veículos carregados com mercadorias avaliadas em US$ 1 milhão foram confiscados por autoridades junto aos contrabandistas, desaparecendo pouco depois.

O ministro voltou a admitir que se reuniu com moradores de Montevideo, alguns deles supostos contrabandistas, mas negou ter recebido a solicitação para que deixasse passar os caminhões.

Enfatizou que "jamais existiu um contexto de negociação".

Além disso, comentou que nos encontros com os cidadãos de Montevideo que posteriormente foram acusados pelo contrabando, estes o que fizeram foi solicitar que a Zona Franca de Cobija se estendesse até sua cidade. EFE az/fr

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG