Ministro boliviano acusado de corrupção se nega a renunciar

La Paz, 7 dez (EFE).- O ministro da Presidência da Bolívia, Juan Ramón Quintana, assegurou hoje que não vai renunciar apesar do escândalo de corrupção no qual se envolveu esta semana com o ex-presidente da Alfândega Nacional (ANB) o general aposentado César López, informa hoje a imprensa local.

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Quintana disse que também não vai processar os que o acusam de ter facilitado a liberação de 33 caminhões que chegaram ao departamento (estado) de Pando e tinham sido interceptados pelas Forças Armadas por suposto contrabando.

"Podem checar minha carteira, este cidadão sairá mais pobre deste Governo (...), mas decente", assegurou o ministro em Pando, onde foi para iniciar a campanha pelo "sim" no referendo constitucional do próximo dia 25 de janeiro.

Na quinta-feira passada, o ex-presidente da Alfândega acusou Quintana de ter pactuado com os contrabandistas a liberação de mercadoria em troca de seu apoio para revogar o mandato do ex-governador Leopoldo Fernández (opositor).

Segundo a denúncia investigada pelo Congresso, Quintana acordou a libertação de 17 caminhões, mas os contrabandistas conseguiram passar 33 que depois foram interceptados pelas forças de segurança destacadas em Pando, região fronteiriça com Brasil e Peru.

O presidente Evo Morales, em uma aparente embora não explícita defesa de Quintana, pediu a seus ministros que cuidem das acusações da direita, à qual qualificou de "racista e fascista". EFE az/rr

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