Ministro alemão recomenda esclarecer alguns pontos do Tratado de Lisboa

Berlim, 15 jun (EFE).- O ministro do Interior alemão, o democrata-cristão Wolfgang Schäuble, acredita que, após o não dos irlandeses ao Tratado de Lisboa, a União Européia (UE) deveria se esforçar para tornar mais transparentes os aspectos que os cidadãos consideram mais obscuros.

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"Os cidadãos não gostam de alguns aspectos da política de Bruxelas porque não são suficientemente transparentes", afirma o ministro hoje no jornal "Welt am Sonntag".

Schäuble considera que os países-membros devem levar "muito a sério" a resposta negativa dos irlandeses, mas insistiu em que algumas pessoas não podem tomar uma decisão em nome dos 495 milhões de europeus.

"Dizer que o povo é contra o Tratado de Lisboa é um disparate", diz Schäuble, que pede aos Governos para "buscar soluções" a fim de evitar que se "chegue a uma crise maior" na cúpula que manterão a próxima semana.

No entanto, destacou que na Europa existe uma "clara maioria" que apóia que se leve adiante o processo de ratificação do Tratado de Lisboa.

Schäuble propôs, como método para aproximar as decisões de Bruxelas dos cidadãos, que o presidente da Comissão Européia (órgão executivo da UE) possa ser eleito no futuro através de eleições. EFE nvm/an

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