Ministro alemão defende G8 ampliado e com Brasil como integrante

BERLIM - O ministro de Assuntos Exteriores da Alemanha e vice-presidente do Partido Social-Democrata (SPD), Frank-Walter Steinmeier, defendeu neste sábado uma globalização política que conte com um G8 ampliado a países emergentes como o Brasil, e na qual haja uma cooperação profunda entre todas as nações.

EFE |

"Após a globalização dos mercados, precisamos agora de uma globalização política. O G8 (os sete países mais industrializados do mundo e a Rússia) foi bem, mas já não é suficiente. Precisamos de novos poderes na Ásia, no Oriente, do Brasil ao México, e a Europa deve assumir uma maior responsabilidade e impor suas idéias sociais", disse.

Steinmeier fez a afirmação durante seu discurso no congresso extraordinário do SPD, no qual se apresenta como candidato à Chancelaria da Alemanha nas eleições legislativas do ano que vem.

O ministro ressaltou que, em tempos de "crise financeira" e "no Cáucaso", a Europa demonstrou ter o modelo político ocidental "que mais goza de confiança no mundo", pois "soube aliar bem-estar e justiça social".

Em um pronunciamento carregado de referência à crise financeira, Steinmeier reiterou que a evolução dos últimos meses evidenciou que o capitalismo descontrolado requer a resposta de uma democracia social.

"A democracia demonstrou nestes dias que funciona, ao contrário de muita gente alimentada pela cobiça que pôs todo o sistema em jogo", disse.

O ministro defendeu como "necessário" o pacote de resgate de 500 bilhões de euros lançado pela grande coalizão governista para ajudar os bancos privados, mas ressaltou que "não haverá prestações sem contraprestações".

Com isso, disse que os bancos que precisarem de socorro só obterão auxílio se, durante o período do crédito, limitarem o salário de seus diretores e abrirem mão do pagamento de prêmios e dividendos a acionistas.

Steinmeier admitiu que, devido à desaceleração da economia, é possível que as medidas aprovadas até agora pelo Governo, como o aumento das ajudas às famílias, não serão suficientes para evitar a estagnação do consumo.

Por isso, anunciou que o Governo está "preparando" medidas adicionais para impulsionar principalmente o setor das pequenas e médias empresas.

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