Ministro alemão critica 'alarmismo' sobre ameaça da Al-Qaeda

Chefe da pasta do Interior diz que Alemanha segue em alerta, mas que não há indício de atentado iminente

iG São Paulo |

O ministro alemão do Interior, Thomas de Maizière, criticou nesta quarta-feira o alarmismo de alguns países, como os Estados Unidos e o Reino Unido, ao alertar sobre possíveis atentados terroristas na Europa.

"Levamos tudo isso muito a sério. Mas a maneira de apresentar (as ameaças) em praça pública é algo que os terroristas também utilizam, exatamente porque querem propagar o terror. Nós trabalhamos muito e falamos pouco", declarou o ministo à rádio Deutschlandfunk.

"Ninguém pode errar com isso. A Alemanha também é um alvo dos terroristas. Mas, por outro lado, não há nenhum indício concreto de que haja um projeto de atentado iminente", destacou o ministro, acrescentando que as autoridades alemãs permanecem em estado de alerta e investigam "numerosos" indícios.

Em 29 de setembro, a imprensa americana noticiou que fontes de inteligência disseram ter descoberto um plano da Al-Qaeda para matar civis em lugares turísticos na França, Grã-Bretanha e Alemanha. Os ataques aconteceriam como em Mumbai, na Índia, em 2008, com atiradores disparando a esmo em meio à multidão.

No último domingo, EUA e Reino Unido alertaram seus cidadãos sobre a possibilidade de ações terroristas no continente. "Lembramos aos cidadãos americanos do potencial dos terroristas de atacar sistemas de transporte público e outras infraestruturas de turismo", afirma uma nota emitida pelo Departamento de Estado americano. Japão e França fizeram advertências similares esta semana.

Após o vazamento da informação para a imprensa americana, as autoridades afirmaram que o plano não foi interrompido, mas disseram que não esperam que nenhum atentado seja cometido. Algumas fontes de inteligência dos Estados Unidos chegaram a dizer que o líder da Al-Qaeda, Osama Bin Laden, poderia estar envolvido no plano para atacar os países europeus.

Na segunda-feira, ataque aéreo de avião não-tripulado dos EUA deixou oito militantes mortos no Paquistão. Entre os mortos havia pelo menos três alemães de origem árabe ou turca.

Com AFP e BBC

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