Ministro afirma que Brasil alia produção de biocombustíveis a combate à fome

Bruxelas, 16 abr (EFE).- Patrus Ananias, ministro de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, afirmou nesta quarta-feira que a produção de biocombustíveis no Brasil não dificultará o acesso da população mais pobre aos alimentos.

EFE |

Ananias, que assinou hoje em Bruxelas um acordo de cooperação entre a UE (União Européia) e Brasil na área social, afirmou aos jornalistas que o país conta com características "que permitem produzir alimentos em abundância, além de poder conciliar as políticas para sua distribuição com outras relacionadas ao meio ambiente".

Entre essas características especiais, o ministro mencionou a grande quantidade de terras férteis no Brasil, a enorme biodiversidade e os numerosos recursos hídricos do país.

Além disso, Ananias explicou que o Brasil conta com um programa para a produção de biodiesel centrado na agricultura familiar, que permite aos trabalhadores rurais fornecer alimentos e produtos como a soja, o rícino e não só a cana-de-açúcar.

O ministro também defendeu a capacidade do país, um dos principais produtores de biocombustíveis do mundo, de "contribuir para que a humanidade possa ter energia renovável, mais pura e limpa".

O Fundo das Nações Unidas para a Agricultura e o Desenvolvimento (FAO, em inglês) alertou na terça-feira que o aumento da produção de biocombustíveis ameaça o cultivo e as possibilidades de acesso aos alimentos da população mais pobre da América Latina.

No entanto, Ananias declarou que o problema não afeta o Brasil, que conta com iniciativas para erradicar a fome e a desnutrição, além de ter como objetivo a redução da taxa de pobreza até 2015. EFE mb/plc

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