Ministro afegão é espionado por serviço secreto alemão

Berlim, 25 abr (EFE).- A espionagem contra um ministro afegão pelos serviços secretos alemães não prejudicou as boas relações que existem entre a Alemanha e o Afeganistão, afirmou hoje o porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores da Alemanha, Martin Jäger.

EFE |

"A cooperação entre os dois Governos continua sendo boa e se desenvolve com plena confiança mútua", declarou Jäger, que acrescentou que o Ministério de Assuntos Exteriores não recebeu nenhuma nota de protesto pelo episódio.

"O embaixador alemão no Afeganistão não foi chamado a consultas em Cabul e nós também não recebemos comunicação alguma da embaixada afegã em Berlim", declarou.

O serviço alemão de espionagem exterior (BND) vigiou desde a segunda metade de 2006 o e-mail do ministro de Comércio do Afeganistão, Amin Farhang - em cujo computador colocou um vírus cavalo de tróia - e com isto sua troca de mensagens com uma jornalista do semanário "Der Spiegel" sem o conhecimento desta.

Farhang afirmou estar "muito irritado e preocupado" pela ação do BND, que, na sua opinião, se sustenta na suspeita de que ele é "um agente duplo".

"Esta mentira absurda coloca minha vida e a da minha família em um grande perigo", declarou Farhang, que negou categoricamente a suspeita implícita nestas escutas do BND, de que colabora com os radicais islâmicos talibã.

Farhang se declarou especialmente decepcionado pelo fato de que ninguém do Governo alemão nem do BND tenha lhe pedido desculpas desde que o escândalo das escutas ao repórter do "Der Spiegel" fosse divulgado em fevereiro.

O jornal "Financial Times Deutschland" afirma que o Governo afegão também está "decepcionado" com o assunto. EFE cv/fal

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