Ministra sul-africana ordena que a polícia atire para matar

A oposição sul-africana exigiu nesta quinta-feira a demissão da ministra adjunta da Segurança, Susan Shabangu, por haver aconselhado a polícia a matar os desgraçados que ameacem a segurança, sem se preocupar com as normas.

AFP |

"Temos que matar os desgraçados se eles ameaçarem a nossa comunidade", afirmou se dirigindo aos policias, em um comício no bairro de Pretória (oeste).

"Não se preocupem com as normas. Isso é minha responsabilidade, a de vocês é servir e defender a população", afirmou Shabangu. "Não quero tiros de advertência. Se derem um tiro, deve ser mortal", acrescentou.

Seu porta-voz, Noxolo Kweza, confirmou à AFP as declarações da ministra, citadas pelo jornal The Star.

O principal partido da oposição, a Alinaça Democratica (DA), exigiu que Shabangu deixasse o cargo.

"Após comentários irresponsáveis de Shabangu, o ministro de Segurança Charles Nqakula não tem outra alternativa a não ser demiti-la imediatamente", divulgou a oposição em comunicado.

O presidente da Comissão sul-africana pelos Direitos Humanos, Jodi Kollapen, disse estar "desconsertado" perante essas declarações. "São anticonstitucionais", garantiu.

No entanto, essa não foi a primeira polêmica envolvendo figuras políticas no país. Em 2006, o ministro Nqakula declarou que "quem apontar uma arma a um policial será executado pelos policias", justo depois do massacre entre delinqüentes e as forças da ordem.

Esses tipos de comentários parecem ser bem aceitos pela população farta da violência, que causa a morte de aproximadamente 50 pessoas por dia.

str/cl

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