Ministra nega ter dito que Sarkozy impõe condições à China

Por Crispian Balmer PARIS (Reuters) - A ministra dos Direitos Humanos da França, Rama Yade, negou ter dito no sábado que o presidente Nicolas Sarkozy boicotaria a abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim caso a China se recuse a iniciar conversas com o Dalai Lama nem liberte prisioneiros políticos.

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Em um breve comunicado, Rama Yade disse que em nenhum momento falou nada sobre Sarkozy impor condições durante sua entrevista ao jornal Le Monde, que foi publicada no sábado.

'O termo 'condições' não foi utilizado', disse ela.

O ministro do Exterior, Bernard Kouchner, também se apressou em assegurar à China que a França ainda não acertou a eventua participação de Sarkozy na cerimônia de abertura do jogos, em 8 de agosto.

'A França não impôs nenhuma condição. Impor condições minariam qualquer envolvimento no diálogo', disse Kouchner à TV France 2. 'Todas as opções estão abertas', afirmou.

O Le Mond disse ter seguido à risca a entrevista, na qual Yade teria dito: 'Há três condições que são vitais para que ele vá. O fim da violência contra o povo e a libertação de prisioneiros políticos, uma investigação sobre o que está acontecendo no Tibet e o início do diálogo com o Dalai Lama'.

A França tem se esforçado para dar uma resposta coerente à violência nas regiões tibetanas da China e a subsquente repressão aos protestos ordenada por Pequim. Foi um dos primeiros países a sugerir o esvaziamento da cerimônia de abertura, mas voltou atrás ao constatar que seus laços econômicos com a China eram muito importantes para serem colocados em risco por causa de um boicote.

Sarkozy disse depois que poderia faltar à abertura e insistiu que apenas tomaria uma decisão após consutar aliados na União Européia.

O primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Gordon Brown, já deixou claro que estará na abertura dos jogos. Londres será a sede dos Jogos Olímpicos em 2012.

(Reportagem adicional de Sebastian Tong, em Londres)

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