ROMA - A 16ª Conferencia das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 16), que será realizada no fim deste ano na Cidade do México, corre o risco de fracassar, assim como a edição anterior, opinou hoje a ministra italiana do Meio Ambiente, Stefania Prestigiacomo.

Segundo Prestigiacomo, durante a 10ª edição do Fórum de Desenvolvimento Sustentável de Délhi, inaugurada na última sexta-feira na capital da Índia, as nações participantes perceberam as "rígidas imposições" para se chegar a um acordo sobre mudança climática.

"Por um lado, se busca um acordo vinculante entre todos os países do mundo sobre a redução das emissões e, por outro, se propõe a renovação do Protocolo de Kyoto, do qual os Estados Unidos ficaram de fora", continuou a ministra, que enfatizou a necessidade de a comunidade internacional adotar "um novo critério. É impraticável o método que se seguiu até agora, com um duplo caminho".

Caso isto não ocorra, analisa Prestigiacomo, a COP 16, no México, "corre o risco de acabar sem resultados concretos, porque a China, a Índia e os Estados Unidos não aceitam negociações vinculantes".

A ministra apontou ainda o "grande risco" de se chegar a acordos que "não teriam nenhum efeito sobre o aquecimento global", como ocorreu na última reunião, a 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP 15).

Realizada no fim do último ano na capital da Dinamarca, a COP 15 terminou, após dias de debates, sem um acordo concreto sobre metas de redução das emissões de gases poluentes.

"Grandes países, como a China e a Índia, precisam ser estimulados e, portanto, é necessário rever a metodologia usada para determinar quais os objetivos a serem alcançados", para evitar "um acordo impossível, como aconteceu em Copenhague", completou.

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