Ministra israelense pede resposta militar a cada ruptura palestina da trégua

Jerusalém, 26 jun (EFE).- A ministra de Assuntos Exteriores de Israel, Tzipi Livni, pediu hoje que seu país dê uma resposta militar imediata a cada ruptura palestina da frágil trégua na Faixa de Gaza iniciada há oito dias por Israel e pelas milícias do território palestino.

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Livni fez esta afirmação no mesmo dia em que as Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa, braço armado do Fatah, dispararam dois foguetes Qassam sobre solo israelense, em uma nova ruptura das condições do cessar-fogo na Faixa de Gaza.

"Para mim, tanto faz quem lançou o foguete. Cada ruptura deveria encontrar com uma resposta militar imediata. Deixei isso claro ao primeiro-ministro (Ehud Olmert) e ao ministro da Defesa (Ehud Barak) a partir da primeira infração, e deixo claro também a meus colegas estrangeiros", disse Livni ao início de seu encontro com o ministro de Exteriores norueguês, Jonas Gahr Store.

Os dois foguetes de hoje caíram na zona industrial da cidade israelense de Sderot, mas não causou danos materiais ou vítimas, segundo fontes militares israelenses.

A trégua foi violada pelas duas partes em várias ocasiões desde segunda-feira, mas ainda está de pé.

Em virtude do acordo, alcançado com mediação do Egito, as milícias palestinas têm que parar de lançar foguetes Qassam e bombas contra Israel, que deve, por sua vez, suspender suas operações militares na faixa e suspender progressivamente o bloqueio à Faixa de Gaza.

Taher al-Nunu, porta-voz do Governo do Hamas na Faixa de Gaza, advertiu hoje as facções armadas palestinas de que quem violar o cessar-fogo "será considerado legalmente responsável" de jogar por terra um acordo "de interesse nacional" para os palestinos.

A primeira violação palestina foi na segunda-feira à noite, quando milicianos dispararam uma bomba contra Israel.

Na terça-feira, três foguetes da Jihad Islâmica atingiram diversas áreas do território israelense ao sul e leste da Faixa de Gaza, em resposta à morte de dos líderes da milícia em uma operação israelense na Cisjordânia, onde não rege a trégua. EFE ap/an

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