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Ministra francesa pede que emergentes tirem FMI da letargia

São Paulo, 9 nov (EFE) - A ministra de Finanças francesa, Christine Lagarde, defendeu hoje que o Grupo dos Vinte (G20), que reúne as principais economias do mundo entre avançadas e emergentes, tire da letargia o Fundo Monetário Internacional (FMI).

EFE |

"O FMI esteve adormecido nos últimos anos" e sua presença em muitos aspectos que tocam a economia mundial "não foi necessária", afirmou Lagarde a jornalistas em São Paulo, após participar da reunião de ministro das Finanças e presidentes de bancos centrais do G20, que antecedeu a cúpula do bloco em Washington, no dia 15.

Lagarde, que representou a União Européia (UE) na reunião, disse, no entanto, que o FMI volta a "ser necessário" para alguns países que pediram a ajuda no meio da atual crise financeira internacional, apesar de sua "velha e ortodoxa" política que ainda é apoiada "por um ou dois" membros do G20, os quais não citou.

O G20 é formado pelos países do G7 (Estados Unidos, Canadá, Japão, Alemanha, Reino Unido, Itália e França), além de Brasil, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, China, Coréia do Sul, Índia, Indonésia, México, Rússia, África do Sul e Turquia, mais a União Européia (UE), como bloco.

A ministra criticou ainda a atuação "imperialista" que teve o FMI no passado, mas destacou que o consenso generalizado para rever a orientação do organismo pode fortalecer essa instituição.

A reforma do sistema financeiro internacional, incluindo órgãos multilaterais, como o FMI e o Banco Mundial (BM), foi um dos assuntos tratados na reunião que terminou hoje em São Paulo.

Lagarde aproveitou sua estadia na cidade para se reunir com a delegação da Argentina, país que, como muitos outros, tem uma posição crítica no FMI por sua incapacidade para prever e reagir rapidamente perante as crises.

Sobre isso, a ministra afirmou que a Argentina e outros países têm "cicatrizes" de suas relações com o Fundo.

A delegação argentina em São Paulo foi liderada pelo ministro da Economia, Carlos Fernández, e pelo presidente do Banco Central argentino, Martín Redrado. EFE wgm/db

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