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Ministra do Governo tibetano no exílio nega negociação com China

Bruxelas, 6 mai (EFE) - A ministra de Informação e Relações Internacionais do Governo tibetano no exílio, Kesang Yangkyi Takla, afirmou hoje em Bruxelas que, apesar de receber enviados do dalai lama, as autoridades chinesas não se mostraram ainda dispostas a iniciar uma negociação real com os líderes.

EFE |

Segundo a ministra, no encontro entre os emissários do líder tibetano e representantes do Governo chinês no domingo passado só foi discutida a situação nas províncias tibetanas após a revolta dos seguidores do dalai lama e sua posterior repressão.

"A negociação real não começou ainda", disse Kesang, que pediu à União Européia (UE) e ao resto da comunidade internacional que mantenham a pressão sobre a China até que comece a ser discutida a concessão de uma "autonomia verdadeira" para o Tibete.

Pequim, ressaltou a ministra, negou-se a debater a questão nas seis rodadas de negociação mantidas com os representantes do dalai lama desde 2002.

Este último encontro, realizado no meio de uma grande polêmica internacional e a poucos meses dos Jogos Olímpicos de Pequim, não mudou as coisas, acrescentou.

Representantes do Governo chinês receberam no domingo passado dois enviados do dalai lama, no primeiro encontro entre ambos os lados desde a crise gerada no Tibete em março, que levou líderes internacionais a cogitar um boicote à cerimônia de abertura dos Jogos de Pequim.

A representante tibetana, que fez estas declarações perante a subcomissão de Direitos Humanos do Parlamento Europeu, pediu à UE que envie missões ao Tibete para constatar a situação de perseguição sofrida por sua comunidade e que nomeie um representante para acompanhar e impulsionar as negociações.

Ela ressaltou que sua comunidade não reivindica a independência da China, mas só a capacidade de tramitar "assuntos internos, como a cultura, a religião, a saúde, a educação e o meio ambiente".

A perguntas dos eurodeputados, afirmou que a questão territorial não é tão importante como a capacidade de autogoverno. EFE adp/db

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