Ministra da Saúde argentina renuncia; gripe se alastra

BUENOS AIRES (Reuters) - A ministra da Saúde da Argentina, Graciela Ocaña, renunciou ao cargo nesta segunda-feira, no momento em que o país enfrenta um agravamento do surto de gripe H1N1, informou o governo. Graciela Ocaña deixou de ser a ministra da Saúde. A ministra apresentou sua renúncia, a qual foi aceita pela presidente, considerando que havia uma etapa esgotada, disse o chefe do gabinete de ministros da Argentina, Sergio Massa.

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Massa afirmou que Ocaña será substituída pelo médico Juan Luis Manzur e acrescentou que na noite desta segunda-feira vai se reunir com o comitê sanitário de crise para avaliar a situação provocada pela gripe H1N1.

Até a semana passada, haviam sido confirmadas 26 mortes decorrentes da doença na Argentina. Mais de 1.500 casos da doença, conhecida como gripe suína, já foram registrados.

Os hospitais estão em colapso em todo o país, que é o terceiro do mundo com o maior número de mortes causadas pelo novo vírus, atrás apenas de México e Estados Unidos.

A saída da ministra acontece ao mesmo tempo em que duas Províncias do país, Santa Fe e San Luis, decidiram suspender as aulas por causa da disseminação da doença.

Santa Fe suspendeu as aulas até 27 de julho e em San Luis a suspensão da atividade escolar será até a próxima segunda-feira.

No domingo, o Brasil confirmou a morte de um primeiro paciente com a doença. A vítima era um caminhoneiro de 29 anos que esteve na Argentina e morreu no Rio Grande do Sul.

(Por Guido Nejamkis e Lucas Bergman)

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