Montevidéu, 5 jul (EFE).- A ministra da Saúde do Uruguai, María Julia Muñoz, advertiu hoje que seriam milhares os casos de gripe suína no país, apesar de ter afirmado que os casos registrados só podem ser confirmados em exames de laboratório, realizados apenas nas pessoas internadas em hospitais com quadros graves.

Em declarações à emissora "El Espectador", Muñoz afirmou que os casos de gripe suína e da gripe sazonal estão aumentando, por causa do inverno, e lembrou que, em todos os países do mundo, este novo vírus é a principal causa de gripe.

Segundo ela, dado que a doença "já está instalada" no Uruguai, os cálculos "levam a crer" que, no país, são "milhares os casos de gripe suína existentes".

Assim, a ministra compartilhou o dito ontem pelo infectologista Homero Bagnulo, que afirmou que a doença já afeta milhares de pessoas e que não se pode contabilizar de forma particular nem dar números concretos, porque, diretamente, existem.

"Deve haver milhares. Não se pode dizer um número porque não é que haja uma contagem real, mas, para cada caso sintomático, se presume que isso se multiplica por oito ou por nove. Sem dúvidas, há casos assintomáticos que acompanham os sintomáticos. E há mais casos não diagnosticados que os que foram diagnosticados, porque só são estudados os focos. Não podemos dizer números", disse a ministra.

Assim, Muñoz disse que não se quer alarmar a população com estes dados e se limitou a advertir dos cuidados para se proteger da doença.

A ministra fez uma chamada de atenção especial para as mulheres grávidas, que formam "uma população de alto risco que deve evitar todo possível contato com a gripe".

Dos casos confirmados por laboratório de gripe suína do Ministério da Saúde Pública, há 68 internados (36 mulheres e 32 homens) e cinco casos fatais, e ainda se espera confirmar se um homem que morreu na sexta-feira passada tinha a doença.

Apesar do nome, a gripe suína não apresenta risco de infecção por ingestão de carne de porco e derivados. EFE amr/an

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