Ministério do Interior iraniano rejeita denúncias de Moussavi

Teerã, 23 jun (EFE).- O Ministério do Interior rejeitou hoje as denúncias de fraude que o principal candidato derrotado nas eleições de 12 de junho, Mir Hossein Moussavi, apresentou ao Conselho de Guardiães, órgão responsável por validar os resultados do pleito.

EFE |

A rejeição ministerial é conhecida no mesmo dia em que o líder supremo da revolução iraniana, aiatolá Ali Khamenei, concedeu uma prorrogação de cinco dias ao Conselho de Guardiães para que receba e examine as queixas dos três candidatos derrotados.

Moussavi, que denunciou pelo menos sete tipos diferentes de problemas, pediu a anulação do processo e a repetição das eleições.

Entre as denúncias, Moussavi destaca "lacres irregulares nas urnas, o fechamento dos colégios eleitorais antes do tempo, a ausência de cédulas, uma possível compra de votos e um desvio no itinerário de urnas móveis".

"A reivindicação de Moussavi contém contradições e não tem provas legais concretas", diz o Ministério.

O Conselho de Guardiães já admitiu que em pelo menos 50 cidades houve um número maior de votos que eleitores cadastrados.

No entanto, advertiu que nem a apuração aleatória nem o fato de que haja novas eleições mudará substancialmente o resultado eleitoral, e que em nenhum momento foi considerada a repetição do pleito.

"Se tivesse ocorrido uma grave ilegalidade nas eleições, o conselho teria anulado os votos nas urnas, colégios, distritos e cidades afetadas, como já fez em outras ocasiões em eleições parlamentares", disse o porta-voz do Conselho de Guardiães Ali Abbas Kadkhodaei.

"Mas, felizmente, nestas eleições presidenciais não achamos indícios de fraude maciça. Não houve violações graves. Portanto, não há possibilidade de o pleito ser anulado", ressaltou. EFE jm/rr

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