Minicúpula européia de crise quer dar confiança aos mercados

A minicúpula européia de Paris no sábado, convocada pelo presidente francês Nicolas Sarkozy, tentará passar uma mensagem de tranqüilidade aos mercados, sem a perspectiva de medidas concretas para enfrentar a tempestade financeira.

AFP |

A reunião das quatro principais economias da Europa - Alemanha, França, Grã-Bretanha e Itália - deve ser a primeira etapa para a refundação do capitalismo financeiro, de acordo com as pretensões de Sarkozy, presidente semestral da União Européia (UE).

Os dias anteriores ao encontro foram marcados pelas divergências entre França e Alemanha. Berlim descartou a idéia, sugerida prudentemente por Paris, de um fundo para resgatar os bancos em dificuldades.

"A Francia quer ser ativa. Quer tomar iniciativas, antes de ser acusada de imobilismo", disse Jean-Pierre Jouyet, secretário de Estado para Assuntos Europeus.

Sugerido inicialmente pela ministra da Economia francesa, Christine Lagarde, o projeto do fundo de resgate, para o qual foi citada a quantia de 300 bilhões de euros, foi recebido desfavoravelmente em quase todas as partes.

O presidente do Banco Central Europeo (BCE), Jean-Claude Trichet, e o ministro das Finanças da Eurozona, Jean-Claude Juncker, descartaram a idéia.

Antes de mais nada, os europeus querem dar uma resposta comum à crise. O governo da Irlanda, por exemplo, se antecipou ao oferecer uma garantia ilimitada sobre todos os depósitos de seis bancos irlandeses para acalmar a opinião pública do país.

A Grã-Bretanha manifestou indignação com a medida, por considerar que isto distorce as leis de livre concorrência.

De acordo com um diplomata francês, a reunião deve, no mínimo, enviar uma mensagem implícita aos irlandeses.

No entanto, a resposta dos europeus será técnica. O objetivo é propor saídas para uma regulamentação melhor das finanças mundiais, para evitar os excessos que levaram a esta crise.

O encontro entre Angela Merkel, Nicolas Sarkozy, Gordon Brown e Silvio Berlusconi acontecerá no início da tarde no palácio do Eliseu. Eles terão a companhia de Trichet, Juncker e do presidente da Comissão Européia, José Manuel Durão Barroso.

Este último confirmará a flexibilização pontual das regras de concorrência para permitir que os govbrnos ajudem os bancos. Porém, não vai permitir, ao menos agora, liberdades com as regras orçamentárias do Tratado de Maastricht.

Depois do encontro de sábado, a UE organizará na segunda-feira uma reunião de ministros das Finanças em Luxemburgo.

hr/fp

    Leia tudo sobre: eleições nos eua

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG