Mineiros serão divididos em três grupos para resgate

Decisão final sobre ordem em que homens deixarão a mina será tomada por paramédicos momentos antes da operação

Luísa Pécora, enviada a Copiapó, Chile |

Luísa Pécora
Com cartazes de boas vindas, familiares aguardam ansiosos pelo resgate de mineiros

A equipe que trabalha no resgate dos mineiros presos na jazida de San José, no Chile, só deve definir a ordem em que eles deixarão a mina momentos antes do início da operação. Uma lista prévia e ainda não divulgada dividiu os 33 homens em três grupos, mas ela poderá ser alterada pelos paramédicos que descerem ao local onde estão os trabalhadores.

Segundo Cristian Tapia, vice-presidente da Associação Brasileira dos Mineiros do Chile, o primeiro grupo a ser resgatado será formado pelos homens em melhores condições psicológicas. Na avaliação dos médicos, eles terão mais facilidade para lidar com eventuais problemas durante a operação.

Em seguida serão resgatados os mineiros com problemas de saúde e, por fim, os mais fortes fisicamente, que deverão auxiliar os trabalhos a 700 metros de profundidade.

Tapia, que acompanha a operação de resgate desde o dia do acidente (5 de agosto), acredita que não haverá disputa entre os mineiros na hora de deixar a jazida. “Eles estão muitos unidos”, opinou.

Acompanhamento

Assim que saírem da jazida, os mineiros serão examinados rapidamente no próprio local e farão um primeiro contato com seus familiares. Depois, serão levados de helicóptero a um hospital em Copiapó, a cerca de 40 km, onde ficarão em observação por no mínimo 48 horas.

Por cerca de seis meses, eles continuarão recebendo acompanhamento psicológico. “Os médicos precisam estar atentos, porque sair da mina provocará um impacto muito grande. Os mineiros vão voltar a ver o mundo”, disse Tapia, “porque não há mundo lá embaixo”.

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