Grupo considera que o Estado não controlou a segurança antes do acidente na mina

Um grupo de 31 mineiros dos 33 que ficou preso durante 69 dias no desabamento de mina, no norte do Chile, entrou com uma ação contra o Estado por negligência, considerando que não controlou a segurança antes do acidente, disse um deles.

"Queremos, agora, que reconheçam o que sofremos no fundo da mina, assim como nossas famílias", disse a jornalistas o mineiro Luis Urzúa.

O advogado que representa os mineiros, Edgardo Reinoso, entrou na sexta-feira com a demanda na justiça de Santiago, exigindo indenização de US$ 540 mil (R$ 850 mil) para cada um dos 31 trabalhadores, o que soma mais de um milhão e meio de dólares, informou um funcionário.

Os demandantes, que sobreviveram mais de dois meses a 700 metros de profundidade, acusam o Serviço Nacional de Geologia e Minas (Sernageomin) de não ter inspecionado previamente as condições de trabalho e de segurança na mina San José, onde trabalhavam quando ficaram presos.

Segundo o mineiro Claudio Yáñez, a jazida já havia sido fechada anteriormente e registrava numerosos acidentes trabalhistas. "Todos sabem que em 2005 e em 2007 houve duas mortes nesta mina, e desde então já era perigosa", disse Yáñez ao canal de televisão CNN Chile.

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