Mineiros presos em acidente no Chile estão bem, diz ministro

Operação, que abrirá dutos de ventilação e enviará alimentos, deve durar cerca de quatro meses

iG São Paulo |

Presos há 18 dias no interior de uma mina no norte do Chile, os 33 mineiros não correm riscos de saúde, segundo o ministro de Mineração do país, Laurence Golborne. "Estão bem, todos sãos, não tiveram nenhum inconveniente, salvo a dor de estômago, e dizem que têm muita fome", disse Golborne, ao comentar à imprensa sobre o primeiro contato.

Depois de reforçar o pequeno duto pelo qual os 33 mineiros conseguiram se comunicar com as equipes de resgate no Chile, teve início nesta segunda-feira uma operação para enviar com rapidez alimentos, água potável e outros itens para o grupo , segundo Golborne.

Os 33 devem receber comida e líquidos, além de medicamentos, enquanto continuam as atividades para permitir a saída deles do local, o que poderá durar cerca de quatro meses. Para o transporte dos itens até o fundo da mina, serão utilizados tubos de plástico azuis.

Perfuração

Para ajudar no resgate dos mineiros, será feita uma operação para perfurar a terra para abrir dutos de ventilação. Também será aberto um orifício vertical de 700 metros de extensão e 66 centímetros de largura para permitir a saída dos mineiros.

O equipamento de perfuração é de procedência sul-africana e pertence à exploradora de cobre estatal Codelco. Se os prazos divulgados no domingo pelo coordenador das equipes de resgate, André Sougarret, forem cumpridos, os mineiros poderão sair perto do Natal.

Demissão

O presidente chileno, Sebatián Piñera, demitiu duas autoridades da instituição reguladora da atividade mineradora do Chile e prometeu uma grande reforma na agência depois do acidente.

Grandes acidentes em minas são raros no Chile, mas o governo diz que a mina San José, cuja dona é a empresa local Compania Minera San Esteban Primera, sofreu uma série de problemas e 16 trabalhadores morreram nos últimos anos.

O Chile é o maior produtor mundial de cobre, e o acidente desencadeou um debate sobre a segurança na mineração e em outras atividades, num país que espera crescer em média 6% ao ano nos próximos quatro anos.

*Com AFP, Reuters, EFE e Ansa

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