Mineiros chilenos poderão se comunicar com famílias por TV

Cabo de fibra óptica com câmera chegará até onde os trabalhadores estão, através de um duto que os comunica com a superfície

iG São Paulo |

Os mineiros presos na mina San José poderão se comunicar diretamente com as famílias por um circuito de TV que poderá começar a funcionar a partir de sexta-feira. A informação foi dada pelo ministro da Saúde chileno, Jaime Mañalich, que acrescentou que as vítimas do acidente na jazida estão sadios e "sólidos como rochas".

AFP
Policiais ajudam parentes de mineiros presos a erguer barracas no acampamento próximo ao local do acidente, em Copiapó, norte do Chile
Um cabo de fibra óptica com câmera chegará até onde os mineiros estão, através de um dos pequenos dutos que os comunica com a superfície, para que mantenham conversas privadas com as famílias através de uma tela de TV. Até agora a comunicação vem sendo feita via cabo telefônico e através de cartas enviadas através do duto.

Na quarta-feira, o presidente do Chile, Sebastian Piñera, disse que os mineiros deverão ser resgatados até o Natal. Especialistas, no entanto, acreditam que os mineiros podem ser resgatados antes desse prazo.

O trabalho de escavação será lento. A máquina Strata 950, que está sendo usada na escavação, deparou-se com algumas falhas geológicas nos primeiros 20 metros perfurados. "Essas são falhas menores e não supõem um problema porque podem ser tratadas adequadamente", disse o especialista André Sougarret ao site chileno La Tercera.

Especialistas alertam que a falha geológica encontrada na perfuração já era esperada, e outras do mesmo tipo devem aparecer ao longo dos primeiros 100 metros de perfuração.

Ainda na quarta-feira, os mineiros comeram o primeiro prato quente em 26 dias. Eles receberam almôndegas e arroz pelo estreito túnel usado para comunicação com a superfície. Imagens divulgadas na terça-feira mostraram que os mineiros estavam mais animados e em melhor forma, todos usando camisetas novas.

O ministro da Saúde disse ainda que, com o apoio de uma equipe de especialistas da agência espacial americana Nasa, os 33 trabalhadores soterrados há quase um mês terão uma simulação de dia e noite com luzes artificiais.

Segundo ele, "o mais importante que estamos fazendo neste momento, do ponto de vista psicológico, é simular condições de dia, noite, separar o espaço onde moram em áreas (...) e isto já foi conseguido".

*Com AFP e BBC

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