Militares usaram símbolo da Cruz Vermelha em resgate de Betancourt

Washington, 16 jul (EFE).- A inteligência militar colombiana usou o símbolo da Cruz Vermelha na recente operação de resgate de 15 reféns em poder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), incluindo a ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt, afirma hoje a CNN.

EFE |

A "CNN" assegura em seu site que o uso desse símbolo pode ser considerado "um crime de guerra" pela Convenção de Genebra e a legislação internacional humanitária.

Betancourt e 14 reféns das Farc foram resgatados no dia 2 de julho pelo Exército colombiano, em uma operação na qual foram detidos dois rebeldes, sendo que um deles assegurou ter visto durante o resgate símbolos do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV).

O CICV insistiu em que "não recebeu nenhuma solicitação nem participou da operação", considerada um êxito pelo Governo colombiano.

A "CNN" assegura que teve acesso a várias fotografias do grupo da inteligência militar colombiana que liderou o resgate, fornecidas por uma fonte militar confidencial, nas quais se vê um homem que usava o famoso símbolo da organização internacional.

"Está claro que as convenções são muito rígidas a respeito do uso do símbolo, pelo que ele representa: imparcialidade e neutralidade.

O risco é que qualquer uso incorreto do símbolo possa enfraquecer essa neutralidade da Cruz Vermelha", afirmou à "CNN" o analista legal internacional Mark Ellis.

Segundo Ellis, "a maneira como as imagens mostram o uso do símbolo poderia considerar o ato um crime de guerra".

As fotos foram tiradas pouco antes do início da missão, segundo a fonte, que tentava vender o material à "CNN".

A emissora diz que não as comprou pelo preço solicitado, pois era incapaz de verificar a autenticidade das imagens.

Além das fotos, a "CNN" teve acesso a um vídeo que mostra um símbolo com as palavras "Missão Internacional Humanitária". EFE mr/mh

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