Militares uruguaios são condenados por violação dos direitos humanos

A Justiça uruguaia condenou nesta sexta-feira, a penas de entre 20 e 25 anos de prisão, oito ex-militares e ex-policiais que violaram os direitos humanos durante as ditaduras no Uruguai (1973-95) e na Argentina (1976-83), revelou a Suprema Corte.

AFP |

A sentença do juiz Luis Charles recaiu sobre os ex-militares José Gavazzo, Gilberto Vázquez, Jorge Silveira, Ricardo Arab, Ernesto Ramas e Luis Maurente; e sobre os ex-policiais Ricardo Medina e José Sande Lima, "como autores de 28 crimes de homicídio especialmente agravados...".

O grupo, alvo do primeiro processo da história do Uruguai por crimes de lesa humanidade, estava detido desde 11 de setembro de 2006, por homicídio, privação de liberdade e formação de quadrilha envolvendo o desaparecimento dos militantes de esquerda Adalberto Soba e Alberto Mechoso, em 1976, em Buenos Aires.

As investigações determinaram posteriormente que os oito homens estavam envolvidos em assassinatos e torturas cometidos no centro de detenção clandestino Automotores Orletti, em Buenos Aires, e na transferência para Montevidéu de vários presos políticos, que foram executados.

Gavazzo, Arab, Silveira, Ramas e Vázquez foram condenados a penas de 25 anos de prisão, enquanto Maurente, Medina e Sande pegaram 20 anos.

Os condenados ainda poderão recorrer a um tribunal de segunda instância.

Em dezembro de 2006, a justiça uruguaia acatou um pedido de extradição da Argentina contra os acusados, exceto por Sande e Maurente, com a ressalva de que deveriam cumprir no Uruguai eventuais penas por crimes no país.

fb/LR

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