Militares uruguaios buscam vítimas em edifício da ONU destruído no Haiti

Montevidéu, 13 jan (EFE).- Militares uruguaios da força de paz da ONU no Haiti (Minustah, na sigla em francês), comandada pelo Brasil, colaboram na busca de vítimas no edifício das Nações Unidas derrubado pelo terremoto ocorrido nesta terça-feira.

EFE |

"Os militares colaborarão na remoção de escombros e busca de vítimas", disse hoje o ministro da Defesa uruguaio, Gonzalo Fernández, em declarações à rádio "El Espectador", de Montevidéu.

Em comunicado, a Chancelaria uruguaia confirmou o desaparecimento de um dos 1.163 militares uruguaios que fazem parte da Minustah.

Segundo o ministro da Defesa, trata-se do tenente-coronel uruguaio Gonzalo Martirené, que cumpria funções a serviço da ONU no edifício que caiu.

Martirené "não se reportou" a seus superiores, como aponta o protocolo nestes casos.

Fernández disse à rádio "El Espectador" que o oficial "estava dentro do edifício cinco minutos antes do terremoto".

A Chancelaria informou que os outros militares uruguaios estão fora de perigo e disponíveis para as operações de resgate nas áreas afetadas.

No total, 1.163 militares uruguaios fazem parte da Minustah. O chefe de Relações Públicas da Marinha uruguaia, capitão Anselmo Borges, disse à Efe que os 190 integrantes dessa força que servem na força da ONU "estão bem".

O Governo uruguaio lamentou hoje profundamente a perda de vidas e a destruição causada pelo terremoto no Haiti e anunciou que analisa a melhor forma de cooperar com o país após a catástrofe.

"As autoridades do Uruguai acompanham de perto esta lamentável catástrofe de enormes proporções em contato com seu contingente na Minustah", diz a nota da Chancelaria. EFE jf-amr/bba

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