Militares recuperam corpos e destroços no Atlântico

Uma pequena frota de navios brasileiros e franceses resgatou no Oceano Atlântico 17 corpos - 15 deles no domingo - de passageiros do avião da Air France desaparecido com 228 pessoas a bordo há uma semana e recolheu peças da aeronave que podem ajudar a esclarecer a misteriosa tragédia.

AFP |

A fragata "Constituição" navega em direção ao arquipélago Fernando de Noronha com nove corpos e outros oito estão a bordo da fragata francesa "Ventôse", informou na noite de domingo o comando da operação em Recife.

A operação acontece a 1.100 km de Recife e a 70 km de onde foi emitida a última mensagem do Airbus A330 da Air France que voava do Rio de Janeiro para Paris na noite do domingo 31 de maio.

As descobertas do fim de semana foram as primeiras após cinco dias de busca sem sucesso com navios e aviões do Brasil, França e Estados Unidos.

Atualmente estão mobilizados 12 aviões brasileiros e dois franceses, além de cinco navios do Brasil e uma fragata francesa.

Na quarta-feira chegará à região o submarino nuclear francês "Emeraude", que buscará as caixas-pretas com os registros de voo e que são fundamentais para as investigações do acidente, a cargo da justiça da França.

A fragata "Constituição" deve chegar na terça-feira a Fernando de Noronha com os corpos de quatro homens, quatro mulheres e um que ainda não teve o sexo identificado, segundo o tenente Henry Munhoz, da Aeronáutica.

Os corpos resgatados pelos franceses serão entregues a navios brasileiros que, por sua vez, os transportarão para Fernando de Noronha.

Tanto os corpos como os destroços serão inventariados e catalogados por peritos brasileiros e depois serão enviados a Recife.

"Os corpos serão identificados em Recife para que sejam entregues às famílias. Os destroços do avião ficarão a disposição dos investigadores franceses", explicou Munhoz.

No sábado foram encontrados objetos pessoais e vários componentes do avião, incluindo poltronas e parte de uma asa. No domingo foram recuperadas "dezenas de novos componentes estruturais da aeronave", segundo as palavras de Munhoz.

A França espera que as descobertas permitam um avanço na investigação sobre o desastre.

O Escritório de Investigação e Análise (BEA) da França, responsável pela perícia do caso, informou ter constatado falhas nas sondas que medem a velocidade dos Airbus A330.

O BEA destacou que a Airbus havia previsto substituir estes instrumentos.

A Air France anunciou ter acelerado a troca das sondas anemométricas nos aviões A330 e A340, mas sem estabelecer uma relação com o acidente do voo AF447 entre Rio de Janeiro e Paris.

gm/fp

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