Militares próximos ao ex-chefe da junta militar golpista são presos na Guiné

Os serviços de segurança da Guiné prenderam quatro oficiais do Exército próximos ao ex-chefe da junta militar, o capitão Moussa Dadis Camara, informaram neste sábado as emissoras de rádio regionais captadas em Dacar.

EFE |

Segundo as fontes, os quatro são acusados de incitar à rebelião e tentar fomentar um motim em um quartel do Exército. Eles foram detidos na localidade de Kaleya, 110 quilômetros ao sul de Conacri.

Entre os presos esta o ex-chefe adjunto da guarda presidencial, Marcel Guilavogui, sobrinho do capitão Camara, afastado do poder após ter sido ferido em uma tentativa de assassinato por parte de seu próprio assistente militar, o tenente Toumba Diakite.

Camara chegou ao poder no dia 23 de dezembro de 2008 à frente de uma junta militar em um golpe de estado, horas depois da morte do presidente constitucional, Lansana Conte, que tinha governado o país de forma autoritária durante 24 anos.

No dia 3 de dezembro Dikite disparou contra Camara, que o acusou de tratar de fazer recair sobre ele toda a responsabilidade do massacre do dia 28 de setembro no estádio de Conacri, no qual, segundo a ONU, mais de 150 pessoas morreram ao assaltar militares e policiais no lugar enquanto se realizava uma concentração opositora.

Camara foi levado para o Marrocos no dia 4 de dezembro para receber atendimento médico e, posteriormente, a Burkina Fasso, onde está exilado.

Em Conacri, ele foi substituído à frente da junta militar pelo general Sekouba Konate, que designou um novo primeiro-ministro opositor, Jean Marie Doure, que deve levar o país eleições democráticas em julho ou agosto deste ano.

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