Yunis al-Mauritani foi detido no sudoeste do país com mais dois outros integrantes da organização

AFP
Retrato de Yunis al-Mauritani, dirigente da Al-Qaeda preso
O Exército paquistanês anunciou nesta segunda-feira que Yunis al-Mauritani, um alto dirigente da Al-Qaeda, foi detido no sudoeste do país. Segundo fontes, Osama bin Laden encarregou Al-Mauritani do planejamento de atentados contra alvos nos Estados Unidos, Europa e Austrália.

De acordo com as forças armadas do Paquistão, o membro da Al-Qaeda foi preso nos subúrbios de Quetta, capital da província do Baluquistão, que faz fronteira com o Afeganistão. Além de Al-Mauritani, outros dois integrantes de alto escalão foram detidos depois que as agências de espionagem paquistanesas e americanas uniram forças.

"Em uma operação da inteligência dirigida pelo Inter-Services Intelligence (ISI) em coordenação com o Frontier Corps Baluchistan, um líder da Al-Qaeda, Yunis al-Mauritani, principal responsável pelo planejamento e pela condução de operações internacionais, foi preso", afirmou o exército paquistanês em um comunicado.

Os outros dois homens presos foram identificados como Abdul Ghaffar al-Shami e Messara al-Shami.

A captura de Al-Mauritani foi considerada pelos Estados Unidos como exemplo da cooperação contra o terrorismo. A Casa Branca afirmou que o militante esteve envolvido na conspiração de ataques contra os interesses americanos e de outros países.

"Isso é um exemplo da longa parceria entre os EUA e o Paquistão no combate ao terrorismo, que tirou muitos terroristas do campo de batalha na última década", disse o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest. "Nós aplaudimos as ações dos serviços de inteligência e segurança do Paquistão que levaram à captura de um militante sênior da Al-Qaeda que estava envolvido no planejamento de ataques contra o interesse dos Estados Unidos e de muitos outros países."

O nome de Yunis al-Mauritani não figura em nenhuma das listas de supostos dirigentes da Al-Qaeda difundidas pelo FBI ou o Tesouro dos Estados Unidos, que prometem recompensas para quem proporcionar informações que permitam localizar as pessoas procuradas.

* Com AFP e Reuters

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