Militares não sabiam que acampamento estava em território equatoriano

Bogotá, 16 abr (EFE).- Os militares colombianos que participaram da operação na qual foi morto o dirigente guerrilheiro Raúl Reyes, no dia 1º de março, não sabiam que seu acampamento estava no Equador, revelou hoje o comandante das Forças Militares da Colômbia, general Freddy Padilla de León.

EFE |

"Achávamos que estávamos em território colombiano. Isso foi um assunto de última hora quando a inteligência nos disse: 'vocês não estão onde pensam, mas 1.800 metros mais adiante'", afirmou Padilla de León em declarações à rede de emissoras "Caracol Radio".

No entanto, o alto comando militar destacou que as bombas que destruíram o acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) foram lançadas a partir do território colombiano.

Padilla de León afirmou "com toda segurança" que "as bombas saíram do lado colombiano".

As tropas colombianas cruzaram a fronteira para levar o cadáver de "Reyes", número dois e porta-voz internacional das Farc, e o de outra pessoa que também estava no acampamento e depois se soube que era um equatoriano.

O general Padilla de León ressaltou que essa ação foi planejada "para ser realizada em um acampamento que estava na Colômbia", e jamais em território equatoriano.

Na mesma entrevista, o alto oficial justificou a despesa militar para 2008 e disse que a quantia "não é exagerada e se adequa às necessidades do país".

O orçamento de despesa militar para 2008 na Colômbia é de 18,4 trilhões de pesos (US$ 10,2 bilhões).

Em 2007 foi considerado o mais alto da América Latina com relação ao PIB (4,7%).

Segundo Padilla de León, a Colômbia investe "menos de 5% do PIB no setor de defesa e é uma cifra menor que a despesa gasta nesse setor por outros países, inclusive da região. EFE rrm/fb

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