Militares israelenses cancelam visita ao R.Unido por risco de prisão

Jerusalém, 5 jan (EFE).- Uma delegação de comandantes do Exército israelense cancelou na semana passada uma visita ao Reino Unido, porque as autoridades britânicas não podiam garantir que não seriam detidos ao chegar, informa hoje o jornal israelense Yedioth Ahronoth.

EFE |

A comitiva militar israelense tinha sido convidada pelo Exército britânico e incluía a presença de três altos comandantes: um coronel, um tenente-coronel e um comandante.

A diplomacia israelense contatou Londres para assegurar que os três altos comandantes que integravam a delegação poderiam pisar em solo britânico sem o risco de serem detidos.

O Governo não pôde dar sua palavra, por causa da separação de poderes, e a visita foi cancelada, segundo o jornal.

Andy David, um dos porta-vozes do Ministério de Assuntos Exteriores israelense, disse à Agência Efe que "não havia informação concreta" que fizesse temer a prisão em solo britânico, e ressaltou que a política atual é que as autoridades políticas e militares do país se recusem a viajar ao Reino Unido até o Governo britânico garantir o fim do risco de detenção.

David ressaltou que é uma "recomendação", depois que a ex-ministra de Exteriores e chefe da oposição, Tzipi Livni, cancelou há três semanas uma viagem a Londres por causa de uma ordem de prisão em relação à ofensiva israelense em Gaza de um ano atrás, que causou a morte de cerca de 1,4 mil palestinos, na maioria civis, publicou então a imprensa britânica.

A revelação coincide com a presença em Israel da procuradora-geral do Reino Unido, Patricia Janet Scotland, que se reuniu nesta manhã com o "número dois" da diplomacia israelense, Danny Ayalon.

No encontro, Ayalon disse a seu interlocutor que a atual situação deve ser corrigida "com urgência", porque "dificulta a existência de relações normais" entre seus respectivos Estados, segundo um comunicado do Ministério de Assuntos Exteriores israelense.

Scotland também deve se reunir com o ministro da Justiça israelense, Yaakov Neeman, e proferir nesta tarde uma palestra na Universidade Hebraica de Jerusalém, em visita organizada há meses e de caráter semiprivado. EFE ap/sa-an

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