Militares guineenses respeitarão Constituição, diz rádio

Dacar, 2 mar (EFE).- Os militares da Guiné-Bissau se comprometeram a respeitar as instituições e a Constituição vigente, após os assassinatos do presidente do país, João Bernardo Vieira, e do chefe do Estado-Maior do Exército, general Tagmé Na Wai, informou a rádio senegalesa RFM.

EFE |

Em princípio, o presidente do Senado, Raimundo Pereira, deve assumir de forma interina o poder por um período de três meses, até a convocação de novas eleições presidenciais, segundo prevê a Constituição guineense.

De acordo com a "RFM", as autoridades da Guiné-Bissau fecharam a fronteira com o Senegal e reforçaram dispositivos de segurança após decretarem situação de "alerta máximo", enquanto o Estado-Maior do Exército pediu aos moradores da capital que permaneçam em seus domicílios "até novo aviso".

O presidente do Senegal, Abdoulaye Wade, anunciou, por sua vez, que Isabel Vieira, primeira-dama e viúva do presidente Vieira, se encontra refugiada no escritório das Nações Unidas em Bissau e que em breve será trasladada a Dacar.

Wade fez o anúncio na abertura de um festival cultural em Dacar, onde pediu um minuto de silêncio em memória do falecido presidente do país vizinho, assassinado na madrugada de hoje por soldados leais ao chefe do Estado-Maior do Exército, general Tagmé Na Wai, morto ontem à noite em um atentado com explosivos.

A Presidência do Senegal disse à Agência Efe que Dacar "tem acompanhado de perto a situação em Bissau", após as mortes do presidente Vieira e do general Na Wai.

A cidade de Bissau, segundo informações de diversas emissoras de rádio regionais captadas em Dacar, voltou a registrar relativa tranquilidade, depois dos tiroteios ocorridos durante grande parte da noite de ontem. EFE st/fr

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