Washington, 20 abr (EFE).- Seis veteranos se amarraram hoje nas grades da Casa Branca para exigir mais rapidez ao Governo de Barack Obama na revogação da norma que proíbe a entrada de homossexuais declarados nas Forças Armadas.

Vestidos com uniformes e convocados pela organização GetEqual, os veteranos se mantiveram firmes e em silêncio durante alguns minutos com suas mãos amarradas em frente à Casa Branca e rodeados de alguns manifestantes com cartazes.

Depois de aproximadamente 45 minutos, agentes do serviço de segurança fecharam o setor de passagem do público, cortaram as correntes dos manifestantes e os levaram detidos.

O silêncio dos manifestantes foi interrompido apenas por um deles, Dan Choi, que já foi detido em um protesto parecido há algumas semanas.

Choi levantou a voz para pedir a Obama "uma ação efetiva para mostrar uma resolução firme e uma liderança real" para acabar com a lei.

Desde fevereiro passado, o Pentágono anunciou que estuda acabar com a polêmica lei de 1993, conhecida como "Don't ask, don't tell" ("Não pergunte, não conte"). Ativistas a favor da igualdade de direitos para homossexuais exigiram que o Governo acelere o processo.

Essa legislação supõe que os homossexuais podem prestar serviço militar, desde que não divulguem sua homossexualidade.

Só que essa lei, segundo ativistas, fomentou uma cultura de delação na qual, por exemplo, alguém com vontade de se vingar causava eventualmente a dispensa de um soldado homossexual.

Cerca de 11 mil soldados foram expulsos das Forças Armadas pela lei de 1993, concebida como um meio termo entre o Governo do então presidente Bill Clinton, que queria levantar a proibição a homossexuais, e os que a consideravam absurda. EFE sid/dr/rr

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