Militares e opositores adiam eleições mauritanas para 18 de julho

Nuakchott (Mauritânia), 2 jun (EFE).- A Junta Militar que governa a Mauritânia e representantes da oposição chegaram a um acordo para a formação de um Governo de união nacional e sobre o adiamento das eleições presidenciais até 18 de julho.

EFE |

O anúncio, que põe fim à crise que a Mauritânia vive desde o golpe de Estado de 6 de agosto, foi feito pelo líder opositor Ahmed Ould Dadah, numa entrevista coletiva na capital Nuakchott.

Dadah disse que o acordo, alcançado com a mediação das autoridades senegalesas, "abre uma nova era para a Mauritânia e a região", já que "recupera a via democrática aberta com as eleições presidenciais de 2007".

Segundo os termos do pacto, os seguidores do general golpista Mohammed Ould Abdelaziz dividirão o Governo provisório de união nacional com o Agrupamento de Forças Democráticas (RFD), ao qual Ould Dadah pertence, e com outro grande bloco da oposição, a Frente Nacional de Defesa da Democracia (FNDD).

Abdelaziz será o encarregado de indicar o primeiro-ministro, que, no entanto, terá de ser aceito pelos partidos da oposição. Estes, por sua vez, terão 14 ministros no gabinete, enquanto os militares golpistas vão ter 13.

O acordo prevê ainda que Sidi Mohammed Ould Cheikh Abdalahi, o presidente deposto no golpe de Estado de 6 de agosto, poderá apresentar formalmente sua renúncia.

Para supervisionar o bom desenrolar das eleições, foi determinada a criação de um novo Comitê Eleitoral Independente, cujos integrantes também serão escolhidos por consenso.

Durante a entrevista, Dadah também destacou o trabalho decisivo que o presidente senegalês, Abdulaye Wade, teve na resolução da crise. EFE er/sc

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