Militares detidos faziam trabalho comunitário, diz Exército do Equador

(atualiza com informações sobre os militares detidos). Quito, 9 ago (EFE).- Os 11 militares equatorianos detidos pelo Exército colombiano no departamento (estado) de Putumayo atravessaram a fronteira para participar de trabalhos comunitários e foram vestidos à paisana, assegurou hoje uma fonte militar do Equador.

EFE |

A fonte disse à Agência Efe que "um oficial, um cabo e nove soldados recrutas" foram à cidade colombiana de Puerto Rodríguez, no sul do país, para participar de um trabalho comunitário "a convite" da comunidade.

Os militares foram detidos pelas autoridades de imigração da Colômbia e "já foram entregues" ao Governo equatoriano, apontou a fonte.

O ministro coordenador da Política do Equador, Ricardo Patiño, declarou à imprensa que ainda não tinha sido informado deste incidente, mas esclareceu que o Equador "repudia a incursão de forças militares estranhas em nosso território e, certamente, nós não devemos fazer isso".

O Ministério das Relações Exteriores da Colômbia informou hoje que 11 militares equatorianos foram capturados neste sábado por tropas do Exército do país no departamento de Putumayo.

"O Exército da Colômbia capturou um oficial, um suboficial e nove soldados pertencentes ao Exército equatoriano a 300 metros da fronteira", diz a nota da Chancelaria colombiana.

Em março de 2008, Quito rompeu relações com Bogotá após o bombardeio colombiano contra um acampamento que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) tinham instalado em território equatoriano.

Após o ataque, o presidente do Equador, Rafael Correa, considerou a passagem de militares colombianos, sem autorização, uma violação à soberania e rompeu relações diplomáticas, ainda não restablecidas.

Esse bombardeio matou o número dois das Farc, "Raúl Reyes", cujo verdadeiro nome era Luis Édgar Devia, além de pelo menos outras 25 pessoas. EFE sm/bba

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