Militares denunciam possível ataque a Guiné e colocam tropas em alerta máximo

Dacar, 12 jul (EFE).- A Junta Militar no poder na Guiné denunciou hoje uma ameaça de ataque de tropas financiadas por narcotraficantes e anunciou que as forças armadas das fronteiras norte e sul do país estão em alerta máximo, informou hoje a Rádio Nacional Senegalesa (RTS).

EFE |

Segundo a RTS, os militares, liderados pelo capitão Moussa Dadis Camara, divulgou hoje um comunicado oficial, no qual aponta a presença de soldados armados perto de suas fronteiras com o Senegal, Guiné-Bissau e Libéria, que estão preparados para atacar Guiné.

A Junta adverte que exercerá seu direito de defesa, caso haja um ataque procedente de qualquer dos três países fronteiriços.

Segundo os militares que estão no poder, os narcotraficantes, que abandonaram o país para evitar sua detenção, são os grupos que financiam a operação contra a Guiné, cujo objetivo é desestabilizar o regime de Camara.

A luta contra o narcotráfico, corrupção e lavagem de dinheiro é uma das prioridades da Junta militar, que tomou o poder em dezembro, poucas horas depois da morte do ex-presidente Lansana Conté, que exerceu o poder nos últimos 24 anos.

Os militares que deram o golpe de Estado disseram atuar "por causa da catastrófica situação econômica sem precedentes, vivida em Guiné, e a profunda desesperança da população, uma consequência da anarquia no aparelho estatal".

Vários militares e civis, supostamente envolvidos com o narcotráfico, foram detidos, entre elas Ousmane Conté, filho do ex-líder, e o ex-chefe do Estado-Maior das forças armadas, o general Diarra Camara.

Não é a primeira vez que o líder da Junta militar denuncia tentativas de ataques contra ela. No mês de abril, dois militares foram presos por suspeita de participar de um suposto complô para depor Camara. EFE st/pd

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